terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Mapeando a literatura - Projeto Conexões do Itaú Cultural



O Conexões Itaú Cultural tem colocado em rede profissionais vinculados a mais de 150 universidades do exterior, todos eles ligados ao ensino e pesquisa da literatura brasileira. Acessando o banco de dados onlinee clicando sobre o nome de cada universidade é possível obter informações dos profissionais vinculados a ela, suas minibios e páginas pessoais na internet. Ainda é possível obter diversas outras informações sobre os mapeados, como os interesses e principais áreas de estudo  na literatura e cultura brasileiras.
Fonte disponível em:<http://www.publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=79204>

Livros para ouvir - chegam ao mercado brasileiro duas plataformas de audiolivros para smartphones e tablets


Os audiolivros demoraram para se adequar aos novos tempos. No Brasil, a transposição do conteúdo de um livro para o formato em áudio era comercializada, até pouquíssimo tempo, somente em CDs. Demorou, mas os provedores desse tipo de conteúdo começam a aparecer. Já está no ar – e disponível para iOS e Android – o UBook. A plataforma cobra R$ 18,90 por mês (ou R$ 4,99 por semana para clientes Claro) e os usuários têm acesso ilimitado ao seu catálogo de mais de mil títulos, segundo os idealizadores do projeto Flávio Osso e Eduardo Albano, respectivamente CEO e diretor de parcerias. Cinco dias depois do lançamento, Osso e Albano garantem que amealharam mais de 20 mil usuários. Indo mais ou menos pelo mesmo caminho, a TocaLivros prepara o lançamento oficial de sua plataforma para novembro (uma versão beta entra no ar em meados de outubro). De diferente, a TocaLivros optou pela venda unitária dos audiolivros, ao contrário da UBook, que adotou o serviço de subscrição.
 
Em comum, a UBook e a TocaLivros têm a preocupação de criar um mercado de audiobooks no Brasil. “Não é que o mercado de audiolivros é fraco no País. Ele não existe ainda”, comenta Osso. “A nossa missão é difundir o audiolivro. Queremos, junto com as editoras, fomentar esse mercado no Brasil”, defende Marcelo Camps, que ao lado do irmão Ricardo Camps, fundou a TocaLivros. Os irmãos Camps acreditam que o formato em áudio se molda bem à cultura do brasileiro. “O brasileiro lê pouco, mas quer aprender sem perder tempo”, observa Ricardo. É na interseção dessas duas coisas (tempo x querer aprender) que os empreendedores apostam.
 
O mercado no Brasil é mesmo muito pequeno. “Não é que o audiolivro seja um mau negócio. O meio do audiolivro é que era equivocado. Não enxergamos que o mercado está falido. Para nós, o mercado ainda não aconteceu”, defende Eduardo Albano. E de repente, eles têm razão. Não há dados no Brasil, mas estima-se que o mercado recebe, a cada ano, algo entre 30 e 50 novos títulos em audiolivros. Nos EUA – onde nasceu a Audible, comprada pela Amazon -, a coisa é bem diferente. De acordo com a Audio Publishers Association, o mercado norte-americano tem mais de 18 mil títulos, cresce a taxas de 10% ao ano e movimenta mais de US$ 800 milhões ao ano.
 
Modelo de negócios
Se na ponta do consumidor a TocaLivros e a UBook diferem (uma vende o audiolivro em formato digital enquanto que a outra vende a subscrição), na ponta da editora as duas se assemelham em alguns pontos. As duas empresas fornecem um modelo de parceria, em que produzem o audiolivro, sem custas às editoras parceiras (os custos de produção podem chegar a R$ 20 mil). No caso da UBook, as editoras que colocarem audiolivros produzidos por elas recebem pelo simples fato de estarem no catálogo e também pela audiência (vezes em que o audiolivro foi acessado pelos usuários). Já a TocaLivros remunera as editoras garantindo parte do valor arrecadado por cada título, exatamente como funciona em livrarias de livros físicos.
 
Outra coisa em comum, as duas plataformas garantem a segurança dos arquivos, com sistemas anti-pirataria e um dashboard pelo qual as editoras podem acompanhar em tempo real o desempenho de cada um dos seus títulos.
 
Rede Sociais
A UBook promete para breve o lançamento de uma nova fase da plataforma que vai passar a funcionar como uma rede social. A ideia é que os usuários troquem informações sobre os títulos, criem grupos de discussões sobre livros e compartilhem trechos pela rede social. Mais para frente, a UBook quer se tornar em uma grande marketplace do audiolivro, reunindo em uma mesma página editores ou escritores que querem produzir um audiolivro e profissionais envolvidos na cadeia de produção do audiolivro. Mas, por enquanto, são planos para o futuro. Há que se esperar que o mercado passe a existir.

Fonte disponível em: <http://www.publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=79097>

Museu da Língua Portuguesa lidera votação da atração mais educativa do Brasil



O Museu da Língua Portuguesa, localizado no prédio da Estação da Luz, em São Paulo, lidera o ranking das 20 atrações mais educativas do Brasil, em levantamento da revista Educar para Crescer, da Editora Abril. De acordo com a votação aberta ao público, o Museu tem 18,86% dos votos entre todas as atrações do país. "Esse é um resultado muito bem-vindo ao Museu", diz o diretor, Antonio Sartini. O espaço teve grandes resultados em outras votações, como a de turistas que escolheram o Museu da Língua Portuguesa como uma das melhores atrações do Brasil e da América Latina, pelo site Trip Advisor.
Fonte Disponível em: <http://www.publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=78976>

Resultado do Prêmio Portugal Telecom de Literatura 2014



O resultado do Portugal Telecom foi anunciado em cerimônia no Rio, no dia 08/12.
O escritor e jornalista Sérgio Rodrigues foi o maior vencedor da 12ª edição do Prêmio Portugal Telecom de Literatura. Pelo livro O drible (Companhia das Letras), o mineiro radicado no Rio ganhou duas categorias: romance e grande prêmio do ano. No total, receberá R$ 100 mil (R$ 50 mil por cada prêmio). O resultado do Portugal Telecom foi anunciado em cerimônia no Rio, na noite desta segunda (8). Lançado em setembro de 2013, o livro colheu vastos elogios da crítica e foi finalista dos prêmios Jabuti e São Paulo de Literatura. No Portugal Telecom, o livro concorria com os romances A cidade, o inquisidor e os ordinários (Companhia das Letras), de Carlos de Brito e Mello, Matteo perdeu o emprego (Foz Editorial), de Gonçalo M. Tavares, e Opisanie Swiata (Cosac Naify), de Verônica Stigger. Entre os poetas, o vencedor foi o português Gastão Cruz, por Observação do verão seguido de fogo (Móbile Editorial). Já na categoria conto ou crônica o ganhador foi o cearense Everardo Norões, por Entre moscas (Confraria do Vento).
Fonte disponível: <http://www.publishnews.com.br/telas/clipping/detalhes.aspx?id=79937>

Estante Virtual entra no mercado de livros novos

Divulgação/Estante Virtual


São Paulo – A Estante Virtual, conhecida pelo acervo de livros raros, usados e seminovos, anuncia a entrada no mercado de títulos novos. Com o lançamento de uma nova plataforma de busca, o usuário poderá escolher entre um livro novo ou usado. O site, que ficou conhecido como sebo online, já tem quase 3 milhões de livros novos à venda.

Criada em 2005, pelo empreendedor André Garcia, a plataforma tem um acervo de 12 milhões de livros disponibilizados por mais de 1,3 mil sebos e livreiros brasileiros. Em julho deste ano, a empresa ultrapassou a marca de 10 milhões de livros vendidos desde a sua fundação.

Garcia explica que ao longo desses anos percebeu que a maioria das pessoas só recorria a sebos para buscar livros raros ou usados. “A gente tem muito livro seminovo e era necessário trazer os livros novos para o site”, explica. Dessa maneira, esse público que não costuma comprar livros usados é atraído pelos novos.

Boa parte dos livros novos do site são obras que, por questões contratuais, continuam sendo editadas durante anos, mas que não encontram mais tanto espaço nas livrarias convencionais. "Entre 60% e 70% dos acervos físicos dos sebos estão cadastrados na Estante", afirma Garcia.

Ainda de acordo com o empreendedor, ao longo deste ano foram investidos quatro milhões de reais nas áreas de tecnologia, inovação e recursos humanos. Desse total, 70% foi destinado para área de tecnologia. A Estante Virtual hoje tem uma equipe com 38 pessoas e a expectativa para o ano que vem é que esse número deve chegar a 50. 

Outra novidade que deverá ser lançada até o final desse ano é a compra expressa. “É uma forma de comprar sem a necessidade de ter um cadastro no site, o usuário preenche os dados e o número do cartão. Com isso, a gente espera que aumente a taxa de conversão”, explica Garcia.

O volume de livros vendidos em 2014 foi de três milhões e a estimativa de venda para o ano que vem é de seis milhões de livros. 

Fonte disponível em:<http://exame.abril.com.br/pme/noticias/estante-virtual-entra-no-mercado-de-livros-novos>

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

APCA elege os melhores de 2014 - Veja os resultados da categoria "Literatura"




Caros leitores,
A Associação Paulista de Críticos de Arte elegeu, na noite desta segunda-feira (1º), os melhores trabalhos de 2014. Como sempre acontece, a APCA é a primeira entidade a anunciar os melhores artistas em categorias como cinema, teatro, teatro infantil, televisão, literatura, dança, música, dança, rádio e artes visuais. A entrega do troféu, confeccionado pelo artista plástico Francisco Brennand, será realizada no primeiro semestre de 2015, em data ainda a ser marcada. Os vencedores na área de literatura foram: 
Grande Prêmio da Crítica: João Adolfo Hansen e Marcello Moreira pelos cinco volumes Gregório de Matos (Autêntica); 
Romance: O irmão alemão, de Chico Buarque (Companhia das Letras); Ensaio/Crítica/Reportagem: Música com Z, de Zuza Homem de Mello (Editora 34);
Infantojuvenil: A incrível história do Dr. Augusto Ruschi, de Paulo Tatit (Melhoramentos); 
Poesia: Mesmo sem dinheiro comprei um esqueite novo, de Paulo Scott (Companhia das Letras); 
Contos/Crônicas: O homem-mulher, de Sérgio Sant'Anna (Companhia das Letras); Tradução: Caetano Galindo, por Graça infinita, de David Foster Wallace (Companhia das Letras) 
Biografia/Memória: Getúlio (1945 - 1954) - Da volta pela consagração popular ao suicídio, de Lira Neto (Companhia das Letras).
Fonte disponível em:
<http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,apca-elege-os-melhores-de-2014-amores-roubados-e-o-destaque,1600777>

Skoob, rede social para leitores, lança app para iPhone



Caros leitores,
a Skoob, que se orgulha de ser a maior rede social de leitores do Brasil, fez uma atualização do sistema e trouxe algumas novidades. Recentemente, foi a vez de usuários do sistema operacional iOS terem acesso a um app pelo qual podem compartilhar suas leituras, escrever resenhas e usar a câmera do seu celular ou tablet para escanear o código de barras do livro, o que ajuda a catalogar os livros por meio do ISBN, já puxando alguns metadados da obra. A versão para Android está em fase de testes e deve sair ainda esse ano. Os usuários também podem ler os primeiros capítulos de obras disponibilizadas pelas editoras. A Skoob já alcançou a marca dos 1,8 milhão de usuários, que em 2014 leram aproximadamente 5,6 milhões de livros. O mais lido em 2014 foi A culpa é das estrelas, com mais de 100 mil leitores. A comunidade é composta majoritariamente por mulheres (72%), que leem três vezes mais do que os homens, conforme informou os administradores da rede.
Fonte disponível em:<http://www.publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=79675>

Festa do Livro da USP chega a 16ª edição - Dias 10, 11 e 12 de Dezembro



Caros leitores,
Entre os dias 10 e 12 de dezembro a Escola Politécnica da USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, 380, travessa 3, São Paulo/SP ou Av. Prof. Mello Moraes, 2231) será palco da 16ª Festa do Livro da USP. Considerada o “décimo terceiro das editoras”, a feira terá a participação de 145 expositores. Clique aqui para conferir mais detalhes sobre a programação do evento.
Fonte disponível em: <http://www.publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=79848>

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Bibliotaxi - Você já conhece?



Caro leitor,
você já conhece o Bibliotáxi? 
Bibliotáxi é um programa de fomento a leitura e educação envolvendo meios de transportes, desenvolvido pelo Instituto de Mobilidade Verde em Parceria com o Catraca Livre. Além da cultura, o programa visa estimular a população para o uso de táxi e o seu compartilhamento como alternativa para o uso intensivo do automóvel privado contribuindo para redução dos congestionamentos da cidade.
Outro objetivo é inserir a cultura do “compartilhamento” na sociedade brasileira, desta forma bairros e comunidades poderiam usufruir de cidades mais inclusivas, saudáveis e sustentáveis.
A Easy Taxi, por exemplo, aplicativo que localiza e chama taxi, divulga a Bibliotaxi. Na iniciativa, os taxistas cadastrados no app possuem um bolsa com vários títulos e os passageiros podem pegar e levar para casa e também podem contribuir, se desejarem, doando um livro. O projeto começou em São Paulo e hoje já está presente em 100 cidades do Brasil e também no Chile, Peru e Colômbia. A rede chamou a atenção de grandes grupos editoriais. Em maio, por exemplo, a Easy Taxi recebeu do Grupo Saraiva, 80 mil livros, e hoje, o projeto contabiliza mais de 100 mil títulos circulando em cerca de 8 mil carros espalhados pelo Brasil.
Fonte disponível em:<http://publishnews.com.br/telas/noticias/Default.aspx>

Novos tempos em que todos ensinam e todos aprendem



Caros leitores,


Saiba como foi a CONTEC, conferência realizada pela Feira do Livro de Frankfurt dentro da programação da Bienal de Minas - Por Ivani Cardoso, do PublishNews.

Os professores recebem muitas críticas por falta de envolvimento, pelo desinteresse em mudar formatos de aulas e pela falta de motivação para buscar os conhecimentos. Durante a CONTEC Brasil Belo Horizonte, realizada nesta terça (18), dentro da programação da Bienal do Livro de Minas Gerais, foi bom ver como os cerca de 250 participantes, a maioria professores, acompanharam as palestras, perguntaram e muitos saíram de lá imbuídos da vontade de seguir o chamado dos palestrantes para repensarem suas aulas. Outro ponto levantado pelos conferencistas foi a importância de compartilhar experiências com os alunos e aproveitar o conhecimento da tecnologia que eles têm. A CONTEC  Belo Horizonte foi organizada pela Feira do Livro de Frankfurt com  o patrocínio das editoras Moderna e Salamandra.

Marifé Boix Garcia, vice-presidente da Feira do Livro de Frankfurt, acredita que é importante motivar professores para os desafios da educação no mundo atual. “O professor continua sendo a chave para a educação de hoje na preparação do aluno para o futuro. A questão da leitura, digital ou impressa, sempre tem espaço em nossas conferências. Além dos pais e avós, o professor é a pessoa que pode incentivar o hábito da leitura e a paixão pelos livros. E não importa que a leitura seja em papel, em um tablet, em um celular ou nas revistas em quadrinhos. O principal é revelar o caminho para que a vontade de ler encontre seu espaço”.

Walcyr Carrasco, escritor, autor premiado no teatro, com mais de 30 livros infantojuvenis e autor de várias novelas de sucesso, provocou risos e muita reflexão em sua fala. Contou como Monteiro Lobato foi importante para sua formação e todo o encanto que sentiu ao descobrir o incrível mundo do Sítio do Picapau Amarelo.  A partir da leitura, ele nunca mais foi o mesmo. Sua mãe ficou tão preocupada com a transformação que resolveu também ler Monteiro Lobato. Então descobriu, disse Carrasco, provocando o riso na plateia, que o filho tinha se transformado em um grande contestador como a boneca Emília, das histórias de Lobato. Para falar do seu tema, Literatura e Educação,  ele relembrou que todas as fábulas trazem uma moral, mas que o mais importante é pensar a leitura como algo que pode ser um crescimento pessoal para o leitor.

Sobre a literatura infantojuvenil adotada nas escolas do Brasil, Carrasco comentou que ela passa pelos crivos da editora, do Governo que faz a compra, repassa pelo crivo dos professores e até dos pais. O escritor disse que estamos vivendo em uma sociedade onde a questão do prazer é muito mal vista, tem uma conotação de pecado até quando se fala no prazer da leitura: “Educar para a literatura é proporcionar àquela pessoa que você está ensinando uma chance de um crescimento, a descoberta de um prazer que vai acompanhá-la a vida toda, seja tecnológica ou do livro de papel, desde que ela possa crescer como ser humano. Como temos essa necessidade de ter um motivo justo para fazer as coisas, procuramos livros que tenham esse motivo justo.”

Para Walcyr, há uma preocupação exagerada atualmente em evitar temas perigosos na literatura e na TV, o que é uma incoerência: “Esses temas perigosos são os que mais atraem as crianças porque eles estão na realidade em que elas vivem. Há um certo autismo entre o que escrevemos, a nossa sala de aula, e o que está lá fora. Na escola, vocês professores ficam preocupados com a mensagem e transformam o livro quase em um trabalho de matemática. Livro não é remédio que você tem que engolir à força, não tem que ser uma coisa amarga e obrigada a engolir, tem que entrar na sua vida e passa a fazer parte dela. A única resposta para isso é compartilhar experiência pessoal e tem que haver democracia na escolha. Se de repente surgir um aluno com outra alternativa que ele escolheu para ler, por que não? Vocês professores devem estar abertos a outras maneiras de os livros chegarem”, sugeriu.

 O designer e educador colombiano Pablo Arrieta questionou com os professores a proibição do uso do celular na sala de aula: “Não se esqueçam que para esses meninos o celular é uma extensão do corpo. Parte do que precisamos fazer é tentar entender essas novidades que parecem esquisitas mas que estão cheias de vantagens. Nós, professores, temos que mudar nossos comportamentos. Um jovem sabe usar todos os aparelhos, mas ele também precisa do mestre. Só que o talento do mestre não pode ser o talento de um ditador, mas sim de um líder para orientar, para ajudar a fazer com que as coisas aconteçam. É uma aliança que precisamos fazer, um jovem e um mestre precisam aprender um com o outro. A tecnologia é um instrumento que permite voar”.

A professora Carla Viana Coscarelli, da Faculdade de Letras da UFMG, em Belo Horizonte, disse que saber navegar é saber ler e que as duas coisas estão ligadas:  Não adianta só saber ler. Fizemos pesquisa colocando jovens para ler no impresso e no digital, e muitas vezes eles não sabem navegar no jornal impresso. Queremos leitores e navegadores, com as duas habilidades desenvolvidas. Hoje há informações demais para consultar, inúmeras fontes, é uma biblioteca digital, tem que ser um curador para ensinar o que realmente é bom. O professor precisa fazer a sua curadoria, mostrar como se integra informações. Muitos alunos leem, recontam, mas na hora que fazemos perguntas eles não percebiam que os dois textos eram contraditórios”.


Games na educação foi o tema do consultor e cofundador da plataforma Kiduca, Jorge Proença. Ele ressaltou que game não deve ser entendido como um joguinho, uma brincadeira para crianças e sim uma ferramenta muito interessante em várias áreas. “Ultimamente o game entrou no aplicativo, no smartphone, é uma tendência com assuntos variados e conectados nos aplicativos no celular. Há muitos benefícios na utilização dos games como maior concentração, alívio do estresse, mais recursos na aprendizagem e ainda a possibilidade de trabalhar valores morais com a troca de experiências. Dizem que quem ensina aprende duas vezes, posso dizer que quem cria games aprende três vezes. Está provado que os games fazem bem para a saúde, para a visão, para a boa forma, para a coordenação, para o equilíbrio”. No entanto, como tudo na vida, também os games apresentam o lado negativo quando usados com exagero, trazendo comprometimentos para a saúde como problemas de postura, sedentarismo, alimentação inadequada, uma vez que alguns participantes até esquecem de se alimentar, ele alertou.
Fonte disponível em: <http://publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=79694> 

Exposição homenageia cem anos de Cortázar - Mostra acontece na Biblioteca Mário de Andrade


Caros leitores,
Cortázar, 100 anos: Raridades & Un Recuerdo é a exposição que a Biblioteca Mário de Andrade (Rua da Consolação, S/N, São Paulo/SP) recebe a partir de 2 de dezembro. Com a mostra, o espaço homenageia os cem anos do romancista e contista argentino Júlio Cortázar. A mostra traz exemplares de edições raras e cinco fotografias de Colette Portal, como a do escritor fumando cachimbo em sua casa de Saignon, no verão de 1971. Trechos selecionados dos livros convidam à leitura e permitem uma melhor fruição da exposição. A mostra também reproduzirá um ambiente ligado à obra de Cortázar, como a poltrona verde em veludo que faz parte do enredo do conto Continuidade dos parques, do livro Final de jogo. A entrada será franca.
Fonte disponível em:<http://publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=79742>

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O leitor criminoso

O leitor criminoso

HENDERSON FÜRST 
 
Para não dizerem que estou viajando demais, a coluna de hoje será mais bem compreendida se me permitirem ilustrá-la com duas cenas:
Na primeira cena, após uma longa aula de Direito Penal, a aluna se aproxima da professora com uma porção de folhas soltas na mão e, sem qualquer traço de constrangimento, pergunta: “professora, gostaria de saber se essa edição do Manual de Direito Penal do Fulano Detal está muito desatualizada. É que foi a mais recente que meu marido encontrou na internet para baixar (sic)!”.
A professora em questão não “só dava aula” como também era editora jurídica nas horas diurnas e, coincidentemente, a responsável pela obra em questão. Apavorada com a naturalidade com que a aluna perguntou aquilo, minha colega editora pediu a atenção da sala para explicar que “baixar” livros da internet, sem a devida autorização, era uma conduta tipificada como crime no Código Penal, que não podiam fazer tal coisa por ser algo tão grave como um furto etc. Meia hora de lição jurídica (e moral) depois, a aluna, ainda sem noção da gravidade de sua conduta, sem pestanejar acrescentou que o marido já tinha baixado livros de Direito Constitucional, Civil e Processo Civil para ela.
Na segunda cena, um jovem mestrando em direito, dessas raras genialidades, escreve na timeline de sua rede social um manifesto contra a propriedade intelectual, que direito de autor era bobagem, que as editoras tentavam dominar e ditar o conhecimento de nosso tempo e que, portanto, baixar livros era uma atitude reacionária ao “sistema” mais que aceitável e louvável. Como tenho preguiça existencial de debates e polêmicas em redes sociais, ignorei. Alguns meses depois, o mesmo indivíduo (agora mestre) me escreve dizendo que tinha defendido sua dissertação “com louvor” e que gostaria de publicá-la, mas não queria fazê-lo no sistema self publishing. Não entendi nada da coerência em questão, nem perguntei o motivo pelo qual ele estaria entregando o conhecimento produzido a mim, Darth Vader editorial ditador do conhecimento jurídico de nosso tempo.
Agora sim, viajando
As duas cenas acima descrevem bem o modo como vários leitores atualmente ignoram ou não reconhecem a importância do direito autoral. Muito provavelmente nenhum dos protagonistas entraria em uma livraria e sairia correndo com um livro sem pagar por ele, todavia, quando se passa no ambiente virtual, muda-se drasticamente a compreensão do que seria uma conduta socialmente reprovável, inclusive a ponto de se considerar um crime.
O melhor paradigma que encontrei até o momento para explicar tal fenômeno está na obra de Umberto Galimberti, Psiche e Techne – O homem na idade da técnica¹. O autor discorre que a tecnologia, em seu atual estágio de desenvolvimento, passou de mera facilitação da vida cotidiana para espaço de manifestação da psique humana, de modo que, assim como no espaço corpóreo, o espaço virtual também é campo de expressão do ser. Com efeito, uma tecnologia como o martelo pouco expressa da criatividade humana, senão o martelar, enquanto tecnologias como a internet ou o celular possibilitam aos indivíduos manifestarem-se com a mesma plenitude de características que pessoalmente o fariam.
Ocorre que o arcabouço cultural da sociedade não amadureceu suficientemente para lidar com essa alteração, de tal forma que os freios sociais e cuidados habituais de conduta no espaço físico não são transferidos ao espaço virtual. Daí a grande ocorrência de diversos crimes virtuais, que vão da apologia ao nazismo, rede de troca de material pedófilo à violação de dados bancários e direitos autorais.
No que diz respeito a essa última conduta, a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) estima que 800 mil downloads ilegais de livros aconteçam mensalmente no Brasil.
Permitam-me fazer alguns chutes estatísticos: de acordo com o relatório Retratos da leitura no Brasil 3, feito pelo Instituto Pró-livro, temos atualmente 88,4 milhões de indivíduos que se declaram leitores no Brasil. Se considerarmos que o brasileiro que se declara leitor lê, em média, 3,74 livros por ano (de acordo com a mesma pesquisa), numa rápida conta é possível afirmar (com algum grau de incerteza, vez que sou editor e advogado, não estatístico, e assumindo que todas as obras baixadas sejam lidas) que 2,9% das obras lidas no Brasil possuem origem criminosa (e esse percentual seria maior se considerássemos que livros religiosos não são pirateados [a bíblia, ao menos, já está em domínio público há alguns milênios]). É o mesmo que dizer que, de cada 100 livros que saíram de uma livraria, três foram por furtos. Que comércio sobreviveria a esse índice de furtos?
No que diz respeito ao mercado editorial jurídico, é curioso notar que, da lista dos dez livros mais pirateados do primeiro semestre de 2014, dois deles são jurídicos e um é de anatomia do corpo humano para estudantes da área da saúde. Ou seja, daqui a alguns anos teremos um pobre cidadão que furtou duas galinhas sendo acusado por um promotor que provavelmente baixou seus livros de direito processual penal da internet, será defendido por um advogado que possivelmente estudou direito penal por algum livro que encontrou na rede, e ainda será condenado por um juiz que estudou direito constitucional por um famoso manual também baixado de algum site de compartilhamentos de arquivos. Um perfeito circo de hipocrisias.
Talvez se os concursos públicos, na fase de pesquisa social do candidato, fizessem levantamento dos seus rastros digitais e barrasse aqueles indivíduos com histórico de download ilegal de livros (e por que não músicas e filmes?), não teríamos uma real tomada de consciência por parte desse leitor criminoso oculto pela internet?
Por fim, deixando de viajar
A preocupação com a pirataria no mercado editorial é grande, especialmente porque os leitores demonstram significativa perda de sensibilidade para a compreensão de que piratear é crime.
Curioso notar que expressiva parte dessa perda de sensibilidade ocorra entre leitores de obras jurídicas, pois são quem menos poderiam ignorar a condição criminosa da conduta por conhecê-la bem.
O respeito ao autor pelo tempo dedicado à sua formação e à escrita do conteúdo consumido, bem como a todos os profissionais envolvidos na produção e comercialização do livro, perde-se a cada novo clique para baixar um livro. Fosse esse respeito uma reserva mensurável, seria perfeitamente comparável à estiagem que toma a Cantareira por essas bandas.
Espero que a situação não siga assim, tanto pelo bem do mundo bibliófilo quanto pela sensibilidade ético-jurídica dos futuros profissionais jurídicos. É angustiante a expectativa de ser acusado, defendido ou julgado por indivíduos que, diante de suas telas luminosas, são criminosos, ou ainda de viver numa sociedade cuja ciência jurídica é fomentada, ensinada e aprendida por cidadãos que não se enrubescem ao desrespeitar direito alheio.
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[1] Galimberti, Umberto. Psiche e techne. L’uomo nell’età della tecnica. 4. ed. Roma: Feltrinelli, 2000. Em português, há uma excelente tradução publicada pela Editora Paulus em 2006.

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HENDERSON FÜRST - Nas horas ocupadas, é Editor Jurídico da Editora Saraiva; nas horas livres, flautista, escritor e mestre cervejeiro. Bacharel em Direito pela UNESP e mestre em Bioética pelo CUSC, com pesquisas no Kennedy Institute of Ethics, Georgetown University. É pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Bioética e Biodireito da USP e do Grupo de Estudos Processuais Avançados da UNESP. Advogado. Iniciou a carreira no mercado editorial como analista editorial jurídico na Thomson Reuters/Revista dos Tribunais, onde se tornou Editor Jurídico. Atua nas linhas editoriais de obras universitárias, profissionais e acadêmicas, bem como projetos especiais, educação a distância e periódicos científicos.

A coluna SALSICHAS, LIVROS E DIREITO analisa o mercado jurídico-editorial, suas tendências, notícias, peculiaridades, bem como a cultura artística e etílica que envolve o segmento. Voltada a bibliófilos jurídicos, profissionais do mercado editorial (jurídico ou não), autores, leitores e curiosos de plantão, será publicada quinzenalmente para que o leitor não se enjoe do colunista e tampouco se esqueça dele. Comentários, críticas e sugestões podem ser enviados para seu e-mail hendersonfurst@gmail.com ou viaFacebook. A opinião do colunista não representa a de qualquer instituição científica ou profissional a qual seja vinculado.


Fonte disponível em: <http://www.publishnews.com.br/telas/colunas/detalhes.aspx?id=79436>

Casa das Rosas comemora 10 anos com saraus e shows

Caros leitores,



A Casa das Rosas já organiza sua festa de 10 anos, que será nos dias 13 e 14/12. No sábado, às 18h, haverá um Saraokê e depois um show da banda Os Mulheres Negras. No domingo, a programação começa às 16h, com espetáculo de flamenco e, às 17h, Adriana Calcanhotto e Cid Campos fazem show com participação de Augusto de Campos. Desde outubro, a instituição faz uma espécie de melhores momentos. Na quarta, às 12h30, Reynaldo Damazio dá breve aula sobre Waly Salomão – trata-se do Poesia Aperitivo, sucesso entre 2008 e 2009. Entre as novidades, a performance Listening to the Sheep Sleeping, nas madrugadas de sexta (de 7 a 28/11). O visitante deita ao lado de um
homem vestido de carneiro (Alexandre D’Angeli) e ouve histórias escritas por Caco Galhardo.

Fonte disponível em:<http://blogs.estadao.com.br/babel/casa-das-rosas-comemora-10-anos-com-saraus-e-shows/> 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

29 de outubro - Dia Nacional do Livro!



Caros leitores,
O livro é um meio de comunicação importante no processo de transformação do indivíduo. Ao ler um livro, evoluímos e desenvolvemos a nossa capacidade crítica e criativa. O dia 29 de outubro foi escolhido para ser o “Dia Nacional do Livro”, por ser a data de aniversário da fundação da Biblioteca Nacional, que nasceu com a transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Brasil. A Biblioteca Nacional foi transferida para o Brasil em 29 de outubro de 1810 e essa passou a ser a data oficial de sua fundação. O Brasil começou a editar livros a partir de 1808 quando D.João VI fundou a Imprensa Régia, e o primeiro livro editado foi "Marília de Dirceu", de Tomás Antônio Gonzaga.

Para inspirar ainda mais a leitura nesse dia, não deixe de ver o vídeo a seguir:




Fonte disponível em:<http://www.abdl.com.br/noticias/index.php?noticia=365&titulo=Dia%20Nacional%20do%20Livro:%2029%20de%20outubro> 

Sugestão de leitura: Clube do Livro do Fim Da Vida

Caros leitores,
segue sugestão de obra que pode inspirar ainda mais o gosto pela leitura.

O que você está lendo?' Esta é a pergunta que Will Schwalbe faz para a mãe, Mary Anne, na sala de espera do instituto do câncer Memorial Sloan-Kettering. Toda semana, durante dois anos, Will acompanha a mãe às sessões de quimioterapia. Nesses encontros, conversam um pouco sobre tudo - a vida e os livros que estão lendo. Will e Mary Anne terão conversas tanto abrangentes quanto extremamente pessoais, estimuladas por um conjunto eclético de livros e uma paixão compartilhada pela leitura. A lista vai do clássico ao popular, da poesia ao mistério, do fantástico ao espiritual. Eles compartilham suas esperanças e preocupações - e redescobrem suas vidas - através dos livros prediletos. Mãe e filho se redescobrem, falam de fé e coragem, de família e gratidão, além de serem constantemente lembrados do poder que os livros têm de reconfortar, surpreender, ensinar e dizer o que é necessário fazer com a vida e com o mundo. 'O clube do livro do fim da vida' é uma história e uma lembrança de que a leitura também é um ato de liberdade diante da dor e do medo da morte. Como aponta o autor, 'ler não é o oposto de fazer, é o oposto de morrer'.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Homenagem a Drummond - Instituto Moreira Salles e parceiros realizam atividades para celebrar o dia do poeta





Caros leitores,
O Instituto Moreira Salles organiza a quarta edição do Dia D – Dia Drummond. A ideia, lançada em 2011, tem o objetivo de fazer com que o dia 31 de outubro, data do nascimento do poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), seja comemorado e faça parte do calendário cultural do país. A proposta é promover e difundir a obra do escritor. Para isso, foram convidados parceiros e amigos. A grande novidade deste ano é o filme de 60 minutos Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade, produzido pelo IMS, com roteiro e direção de Eucanaã Ferraz e fotografia de Walter Carvalho. A programação completa está disponível em www.diadrummond.com.br

Fonte disponível em:<http://www.publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=79286>

Site ajuda pais a escolherem melhor livro para seus filhos





Caros leitores,

O contato com livros desde o início da vida ajuda a criar nas crianças o hábito da leitura. Os benefícios, quando elas começam a ler sozinhas, vão desde o estímulo à criatividade e à imaginação ao aumento do vocabulário e fixação da grafia correta das palavras. E foi inspirado neste mundo de possibilidades que os livros geram, que um grupo se uniu na criação de um espaço virtual voltado inteiramente aos pais dos amantes mirins desta arte.

O site A Taba reúne estudiosos de literatura infantil e juvenil, professores, pais, bibliotecários e contadores de histórias que indicam e resenham livros infantis. Além disso, há fóruns de discussão e um clube de leitores, onde todo mês livros previamente selecionados são enviados para os assinantes.

O espaço é cuidadoso em separar as indicações por tipos de leitores: iniciante, autônomo ou experiente. Os mais de 900 títulos indicados ajudam os pais e educadores a fazerem uma escolha de qualidade em meio à oferta massiva de publicações do gênero. De acordo com A Taba, por ano, no Brasil, são lançados cerca de 3.000 títulos diferentes voltados para o público infantil e juvenil. “É na infância que se dá o primeiro contato com a linguagem literária. É preciso atentar para a qualidade daquilo que oferecemos às nossas crianças nessa iniciação ao universo literário”, define o site.

Fonte disponível em:<http://www.ebc.com.br/infantil/para-pais/2014/10/site-ajuda-pais-a-escolherem-melhor-livro-para-seus-filhos>

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Companhia das Letras emplaca onze títulos no Prêmio Jabuti




Caros Leitores,

A Companhia das Letras foi a campeã na edição de 2014 do Prêmio Jabuti. Sozinha, emplacou 11 livros nas 27 categorias do Prêmio Jabuti. Os ganhadores foram conhecidos na tarde de ontem (16). Cosac Naify aparece em segundo lugar, com sete títulos e em terceiro, o Grupo Record, com seis títulos (contabilizando aqui os selos do grupo). Ao todo, foram inscritas 2.240 obras, todas elas publicadas em 2013. O primeiro colocado de cada categoria leva para casa o prêmio de R$ 3.500 e o troféu. Os segundos e terceiros colocados levam apenas o troféu. Na cerimônia, marcada para o dia 18 de novembro, em São Paulo, serão conhecidos os vencedores do Livro do Ano Ficção e Livro do Ano Não Ficção, que levarão mais R$ 35 mil cada.

Na categoria Romance, levaram Bernardo Carvalho, com Reprodução (Companhia das Letras); Michel Laub, com A maçã envenenada (Companhia das Letras) e Veronica Stigger, com Opisanie Swiata (Cosac Naify), em primeiro, segundo e terceiro lugar, respectivamente. No gênero biografia, levaram Lira Neto, por Getúlio – Do governo provisório à ditadura do Estado Novo (1930-1945) (Companhia das Letras); Rodrigo Alzuguir, com Wilson Baptista: o samba foi sua glória! (Casa da Palavra) e Mary del Priore, com O castelo de papel (Rocco). Na categoria Contos e Crônicas, Rubem Fonseca levou o primeiro lugar, por Almálgama(Nova Fronteira), seguido por Luiz Vilela, com Você verá (Record). Empatados em terceiro lugar, dois livros: Nu, de botas, de Antônio Prata (Companhia das Letras) e Um solitário à espreita (Companhia das Letras). Veja abaixo a lista completa dos vencedores.


Romance
1º Reprodução (Companhia das Letras, de Bernardo Carvalho)
2º A Maçã Envenenada (Companhia das Letras), de Michel Laub
3º Opsanie Swiata (Cosac Naify), de Veronica Stigger

Contos e Crônicas
1º Amálgama (Nova Fronteira), de Rubem Fonseca
2º Você Verá (Record), de Luiz Vilela
3º Nu, de Botas (Companhia das Letras), de Antonio Prata, e Um Solitário à Espreita (Companhia das Letras), de Miltom Hatoum

Poesia
1º Bernini – Poemas 2008-2010, de Horácio Costa (Demônio Negro)
2º Jardim das Delícias (Kelps), de Marcus Vinicius Quiroga
3º Ximerix (Cosac Naify), de Zuca Sardan

Biografia
1º Getúlio – Do Governo Provisório à Ditadura do Estado Novo (1930-1945) (Companhia das Letras), de Lira Neto
2º Wilson Baptista: O Samba foi sua Glória (Casa da Palavra), de Rodrigo Alzuguir
3º O Castelo de Papel (Rocco), de Mary del Priore

Reportagem
1º 1889 (Globo), de Laurentino Gomes
2º Holocausto Brasileiro (Geração), de Daniela Arbex
3º Um Gosto Amargo de Bala (Civilizaçao Brasileira), de Vera Gertel

Infantil
1º Breve História de um Pequeno Amor (FTD), de Marina Colasanti
2º Da Guerra dos Mares e das Areias: Fábula sobre as Marés (Quatro Cantos), de Pedro Veludo
3º Poemas que Escolhi para Crianças (Moderna), de Ruth Rocha

Juvenil
1º Fragosas Brenhas do Mataréu (Ática), de Ricardo Azevedo
2º As Gêmeas da Família (Globo), de Stella Maris Rezende
3º Uma Escuridão Bonita (Pallas), de Ondjaki

Capa
1º A São Paulo de German Lorca (Imprensa Oficial), de Edson Lemos
2º Graffitti Fine Art (Sesi), de Raquel Matsushita
3º Murphy (Cosac Naify), de Paulo André Chagas

Ilustração
1º Brasil: Imagens sob a Ótica da Artista Meire de Oliveira (Meire de Oliveira), de Meire de Oliveira
2º Storynhas (Companhia das Letras), de Laerte
3º Decameron: Giovanni Boccaccio (Cosac Naify), de Alex Cervany

Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
1º Bárbaro (Companhia das Letras), de Renato Moriconi
2º Naninquiá – A Moça Bonita (DCL), de Ciça Fittipaldi
3º Conselho (Escrita Fina), de Odilon Moraes

Arquitetura e Urbanismo
1º Ministério da Educação e Saúde. Ícone Urbano da Modernidade (Romano Guerra Editora), de Roberto Segre (in Memorian)
1º As Minas de Ouro e a Formação das Capitanias do Sul (Via das Artes), de Nestor Goulart Reis Filho
2º Preservação e Restauro Urbano: Intervenções em Sítios Históricos Industriais (Fap-Unifesp), de Manoela Rossinetti Rufinoni
3º Da Taipa ao Concreto (Três Estrelas), de Carlos Alberto Cerqueira Lemos

Artes e Fotografia
1º Walter Zanini: Escrituras Críticas (Annablume), org. de Cristina Freire
2º Marcello Grassmann 1942-1955 (Edusp), de Mayara Laudanna e Leon Kossovitch
3º Norberto Nicola: Trama Ativa (Imprensa Oficial), org. de Denise Mattar

Comunicação
1º Mídia e Política na América Latina – Globalização, Democracia e Identidade (Civilização Brasileira), de Carolina Matos
2º Comunicação Ubíqua: Repercussões na Cultura e na Educação (Paulus), de Lucia Santaella
3º O Rosto e a Máquina: O Fenômeno da Comunicação Visto dos Ângulos Humano, Medial e Tecnológico (Paulus), de Ciro Marcondes Filho

Didático e Paradidático
1º Alfabeto Escalafobético (Jujuba), de Claudio Fragata
2º Para ler e ver com olhos livres (Nova Fronteira), de Flávia Aidar e Januária Cristina Alvesibi
3º Crônicas da Norma - Pequenas Histórias Gramaticais (Callis), de Blandina Franco, José Carlos Lollo e Gabriel Perissé

Educação
1º Tenho um Aluno Surdo, e Agora? Introdução à Libras e Educação de Surdos (Edufscar), org. de Cristina B F Lacerda e Lara F Santos
2º Aberturas para História da Educação (Autores Associados), de Dermeval Saviani
3º Na Trilha da Gramática – Conhecimento Linguístico na Alfabetização e Letramento (Cortez), de Luiz Carlos Travaglia

Psicologia e Psicanálise
1º O Avesso do Imaginário (Cosac Naify), de Tania Riviera
2º Antígona e a Ética Trágica da Psicanálise (Zahar), de Ingrid Vorsatz
3º Onde Tudo Acontece - Cultura e psicanálise no século XXI (Civilização Brasileira), Giovanna Bartucci

Gastronomia
1º Expedição Brasil Gastronômico MG-RJ-PE-CE-RN-AM (Melhoramentos), de Guta Chaves e Dolores Freixa
2º Os Banquetes do Imperador (Senac), de Francisco Lellis e André Boccato
3º Sou Barista (Senac), de Concetta Marcelina e Cristiana Couta

Ciências Exatas, Tecnologia e Informática
1º Estrutura Atômica, Ligações e Estereoquímica (Blucher), de Henrique Eisi Toma
2º O Cerne da Matéria – A Aventura Científica que Levou à Descoberta do Bóson de Higgs (Companhia das Letras), de Rogério Rosenfeld
3º Ciência do Futuro e Futuro da Ciência: Redes e Políticas de Nanociência e Nanotecnologia no Brasil(Editura Uerj), de Jorge Luiz dos Santos Junior

Ciências Humanas
1º O Mapa que Inventou o Brasil (Versal), de Júnia Ferreira Furtado
2º Atlântico: A História de um Oceano (Civilização Brasileira), de Francisco Eduardo Alves de Almeida, Francisco Carlos Teixeira da Silva e Karl Schurster de Sousa Leão
3º Título: Compêndio de Ciência da Religião (Paulinas), de Frank Usarski e João Décio Passos

Ciências Naturais
1º Livro Vermelho da Flora do Brasil (Andrea Jakobsson Estúdio Editorial), org. de Gustavo Martinelli e Miguel Avila Moraes
2º Peixes do Rio Madeira (Dialeto Latin American Documentary), de vários autores
3º Guia dos Anfíbios da Mata Atlântica – Diversidade e Biologia (Anolis Books), de Célio Haddad e outros

Ciências da Saúde
1º Tratado de Oncologia (Atheneu), de Paulo Marcelo Gehm Hoff
2º Medicina Respiratória (Atheneu), de Carlos Alberto de Castro Pereira
3º Medicina Intensiva – Fundamentos e Prática (Atheneu), de Dante Senra

Direito
1º Como Decidem as Cortes? - Para uma Crítica do Direito Brasileiro (FGV), de José Rodrigo Rodriguez
2º Série IDP – Comentários à Constituição do Brasil (Saraiva), org. Ingo Wolfgang Sarlet, Lenio Luiz Streck, Gilmar Ferreira Mendes, Léo Ferreira Leoncy
3º Fundamentos Para uma Teoria Jurídica das Políticas Públicas (Saraiva), de Maria Paula Dallari Bucci

Teoria e Crítica Literária
1º Fervor das Vanguardas (Companhia das Letras), de Jorge Schwartz
2º Abençoado e Danado do Samba: Um Estudo sobre o Discurso Popular (Edusp), de Ricardo Azevedo
3º Melancolias, Mercadorias (Ateliê), de Walter Garcia

Projeto Gráfico
1º Decameron: Giovanni Boccaccio (Cosac Naify), de Elaine Ramos e Tereza Bettinardi
2º Esopo – Fábulas Completas (Cosac Naify), de Flávia Castanheira
3º Marcelo Grassmann 1942-1955 (Edusp), de Eunice Liu e Carla Fernanda Fontana

Tradução
1º A Anatomia da Melancolia (Editora UFPR), por Guilherme Gontijo Flores
2º Antologia da Poesia Clássica Chinesa (Unesp), por Ricardo Primo Portugal
3º O Capital: Crítica da Economia Política - Livro I: O processo de Produção do Capital (Boitempo), por Rubens Enderle

Tradução de Obra Literária Inglês-Português
1º Vênus e Adônis (Leya), por Alípio Correia de Franca Neto
2º Contos da Cantuária (Companhia das Letras), por José Francisco Botelho
3º Ao Farol (L&PM), por Denise Bottmann

Economia, Administração e Negócios
1º Os Limites do Possível – A Economia Além da Conjuntura (Companhia das Letras), de André Lara Resende
2º O Futuro da Indústria no Brasil (Civilização Brasileira), de Edmar Bacha e Monica Bolle
3º Monarquia, Liberalismo e Negócios no Brasil: 1780-1860 (Edusp), de Izabel Andrade Marson e Cecília H. De S. Oliveira

É importante notar também que, logo após a divulgação dos resultados, foi encaminhado uma nota à imprensa dizendo que os resultados do Prêmio serão revistos. É que alguns jurados deixaram de dar notas a alguns finalistas, contrariando o regulamento que obriga os jurados a darem uma nota na segunda fase da premiação a todas as obras finalistas. A nova apuração afeta cinco das 27 categorias do prêmio: Capa; Artes e fotografia; Economia, administração e negócios; Teoria e crítica literária e Literatura infantil. A nova apuração está marcada para amanhã, quinta-feira (23), a partir das 13h, na sede da CBL. Em nota enviada à imprensa, a CBL e o Conselho Curador do Jabuti lamentam o ocorrido e afirmam que a esta é a única alternativa capaz de restabelecer de modo absoluto a justiça do processo. “Ao identificar problemas e repará-los com transparência e sem hesitação, todos os esforços foram feitos para garantir critérios equânimes na avaliação das obras inscritas”, finaliza o documento enviado aos jornalistas. O resultado da nova apuração deve sair amanhã mesmo, dia 23. 

Fontes disponíveis em: <http://www.publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=79218><http://www.publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=79272>