quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Encontro de blogueiros para falar sobre literatura

Caros leitores,
para aqueles que gostam de blogs e curtem um bom papo literário, vejam só essa iniciativa do Portal de Notícias Publishnews em parceria com a Editora Única.



Está marcado para o dia 14 de março, das 18h30 às 20h30, o 3º Encontro Blog de Letras. Promovido pelo PublishNews em parceria com o PavaBlog, o evento terá, nessa edição, o patrocínio da Única Editora. Apesar de nova no mercado, a Única já lançou títulos importantes como 
Garota interrompida e a série Saga Encantadas. Para o encontro, foi convidado Eduardo Camargo, criador da “Diva depressão”, que tem quase 1 milhão de fãs no Facebook e a editora da Única, Mariana Rolier. Os participantes concorrerão a kits da editora e a ingressos para a exposição David Bowie, em cartaz no Mis-SP (Museu da Imagem e do Som - Avenida Europa, 158 - São Paulo/SP) onde acontecerá o Encontro.  O evento, exclusivo para blogueiros, é gratuito e estão disponíveis 40 vagas. As inscrições podem ser feitas até dia 12/03, clicando aqui. Cada inscrito será avaliado (com base na atividade do blog) e a inscrição só será validada a partir do momento em que o blogueiro receber um e-mail de confirmação. Mais informações ou dúvidas, pelo e-mailcurso@publishnews.com.br.

Fonte disponível em: http://pem.publishnews.com.br/link.php?M=79975&N=558&L=20191&F=H

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Scribd, o "Netflix dos livros", e a segunda onda dos e-books

Caros leitores,
vejam só que interessante a matéria da VEJA, de 15 de Fevereiro, que apresenta entrevista com o criador e CEO do serviço de "aluguel" de livros digitais conhecido como SCRIBD. Entre outras coisas ele diz que "leitores devem se preocupar com o que ler, e não com o que comprar".

                                Trip Adler, CEO da Scribd - Jeff Chiu/AP
"Os leitores devem se preocupar com o que ler, e não com o que comprar", diz o americano Trip Adler, de 29 anos. Adler é cofundador e CEO do Scribd, plataforma criada para facilitar o compartilha
mento de arquivos e que desde outubro de 2013 ganhou uma nova função: vender assinaturas de uma biblioteca digital. O usuário paga uma mensalidade 8,99 dólares (menos do que o preço de um livro, em geral) e ganha acesso ilimitado a um catálogo de, por ora, 100.000 e-books que podem ser acessados a qualquer momento, a partir do computador, do tablet, do smartphone. O serviço faz com os livros digitais o que o Netflix fez com vídeos e o Spotify com a música. Não há compra — nem da obra em papel, nem de sua versão virtual. Nos Estados Unidos, a nova maneira de consumir literatura ganha corpo. Por lá, o rival é o Oyster, lançado no ano passado. A gigante Amazon também tem algo parecido, mas menos em conta: por 79 dólares ao ano, é possível escolher uma obra por mês em um catálogo de 350.000 títulos. No Brasil, há pelo menos três iniciativas similares: Nuvem de Livros, Biblioteca Digital e Minha Biblioteca. O catálogo do Scribd ainda é relativamente modesto (nos Estados Unidos, a Amazon, oferece cerca de 2 milhões de e-books para venda). O acervo se concentra em obras publicadas até 2012, ou seja, lançamentos mais recentes estão fora do alcance do assinante. Além disso, há muitas obras que já caíram em domínio público e,assim, já estão disponíveis em outros sites. Na entrevista a seguir, Adler diz que mantém negociações com editoras e autores, inclusive brasileiros, para oferecer mais títulos. Ele descreve ainda a reação ao novo modelo dos atores da indústria do livro — leitores, autores, editores e também a rival Amazon.
Como surgiu a ideia do modelo de assinatura de e-books? Trabalhamos com um grande número de editoras há alguns anos e, a certa altura, começamos a discutir com elas um novo modelo de negócio. Estávamos em busca de mais leitores e, é claro, de mais receita. Foi assim que tivemos a ideia de apostar em um modelo de venda de assinaturas em lugar de venda de e-books. Chegamos à conclusão de que esse modelo poderia render dinheiro às editoras e funcionar como um negócio interessante para o Scribd.
Quantos assinantes esse serviço possui? Não temos esses números ainda, porque o serviço é recente. Toda a plataforma Scribd possui 80 milhões de usuários. Lançamos o recurso de assinatura de conteúdos compartilhados por usuários no começo de 2013 e, desde então, registramos um crescimento de 60% ao mês. O catálogo de livros, contudo, só começou a ser oferecido em outubro do ano passado.
Qual é o perfil dos assinantes do serviço de assinatura de e-books? Em geral, são pessoas que realmente gostam de ler. Gente interessada em conhecer novos livros de uma forma diferente, não importando o gênero. Oferecemos uma biblioteca digital: portanto, os leitores devem se preocupar com o que ler, e não com o que comprar. É muito mais divertido descobrir e experimentar novos livros por meio da plataforma.
Você acredita que esse é o modelo de consumo de livros do futuro? Sim. Esse modelo de assinatura funciona para música, vídeos, jornais e revistas. Por que não funcionaria para livros? O usuário paga o valor de um e-book, mas tem acesso a um catálogo de milhares de livros. E toda vez que essas obras são lidas, o editor ganha dinheiro.
Qual é o modelo de negócio? Como autores e editores são remunerados? Pagamos os autores e editoras toda vez que um e-book é lido. Ao invés de pagar pelo arquivo, como acontece na venda de livros digitais, nós pagamos por leitura.
E o que acontece quando um livro não é lido integralmente? Depende muito do acordo fechado com as editoras. Em alguns casos, pagamos por página, em outros, há uma remuneração parcial. Tudo depende do tipo de acordo fechado.
Qual é a reação dos leitores ao modelo? A nossa percepção é de que os usuários adoram o serviço. Eles podem usá-lo em diferentes plataformas. Oferecemos o Scribd, por exemplo, no formato de aplicativos na App Store e Google Play. Nessas lojas, a nossa avaliação média é de quatro ou cinco estrelas. Temos usuários muito engajados. Alguns leem, em média, 40 horas por semana. Claro que ainda é muito cedo, mas acho que o serviço se tornará muito popular em um prazo curto.
E a indústria do livro, incluindo editoras e autores, como vem reagindo? Nosso relacionamento com os autores e editoras têm sido tranquilo até o momento. Fechamos uma grande parceria com uma das maiores editoras dos Estados Unidos, a HarperCollins, e outros contratos estão a caminho. No começo, todos ficaram apreensivos, tentando compreender o novo modelo de negócio, mas agora o conceito ganha força a cada semana. Temos mantido um contato intenso com editoras e autores. Conversamos o tempo todo com esse público a fim de escutar sugestões e implementar novas ideias. Somos muito abertos.
A Amazon parece ser uma rival óbvia do serviço. Qual a relação do Scribd com a gigante do varejo? Lançamos um aplicativo para o Kindle Fire e o Kindle PaperWhite (dispositivos da Amazon), mas a Amazon não nos deixou colocá-lo à disposição dos leitores em sua loja de apps. Passamos, então, a oferecê-lo em nosso site.
Quando o Scribd chegará a outros países? Nossa plataforma está disponível internacionalmente e já temos, inclusive, alguns assinantes brasileiros. Eu acredito que, ao oferecer mais conteúdo em português, nossa base de usuários brasileiros crescerá. Essa é, inclusive, uma estratégia interessante para conseguir mais assinantes no exterior.
Você tem planos de fechar parcerias com editoras brasileiras? O Brasil é um mercado grande e temos recebido muitos pedidos de autores e editoras brasileiras interessados em incluir seus livros na plataforma. Nós temos cerca de 500 livros em português em nossa biblioteca e sabemos que para conquistar mais leitores no país será preciso aumentar a oferta de obras no idioma local.
O que você acha do apelido que o Scribd ganhou: "Netflix dos livros"? Eu não vejo problema. Trata-se de um modelo de negócio semelhante. Ele possui algumas características próprias, porque temos além dos livros um catálogo grande de documentos compartilhados por usuários. Mas acho "OK" nos comparem ao Netflix.
Por Renata Honorato

Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/scribd-o-netflix-dos-livros-e-a-segunda-onda-do-e-book.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

SARAU ROCK, POP, HIP HOP & POESIA


SARAU ROCK, POP, HIP HOP & POESIA
SARAU ROCK, POP, HIP HOP & POESIA
Sábado, 22 de fevereiro, 19h.

Apresentação de bandas e artistas jovens, com projeção e leitura de poemas, diversidade de expressões musicais e repertórios, eletrônico e acústico, do Rock ao Hip Hop. Espaço para expressão de novos talentos e o diálogo entre a música e a poesia

LOCAL: Casa das Rosas
ENDEREÇO e CONTATO:
+55 (11) 3285.6986 | 3288.9447 • contato@casadasrosas.org.br
Av. Paulista, 37 • Bela Vista • CEP 01311-902 • São Paulo • Brasil

O Homem que lê



O homem que lê

Eu lia há muito. Desde que esta tarde
com o seu ruído de chuva chegou às janelas.
Abstraí-me do vento lá fora:
o meu livro era difícil.
Olhei as suas páginas como rostos
que se ensombram pela profunda reflexão
e em redor da minha leitura parava o tempo. —
De repente sobre as páginas lançou-se uma luz
e em vez da tímida confusão de palavras
estava: tarde, tarde... em todas elas.
Não olho ainda para fora, mas rasgam-se já
as longas linhas, e as palavras rolam
dos seus fios, para onde elas querem.
Então sei: sobre os jardins
transbordantes, radiantes, abriram-se os céus;
o sol deve ter surgido de novo. —
E agora cai a noite de Verão, até onde a vista alcança:
o que está disperso ordena-se em poucos grupos,
obscuramente, pelos longos caminhos vão pessoas
e estranhamente longe, como se significasse algo mais,
ouve-se o pouco que ainda acontece.

E quando agora levantar os olhos deste livro,nada será estranho, tudo grande.
Aí fora existe o que vivo dentro de mim
e aqui e mais além nada tem fronteiras;
apenas me entreteço mais ainda com ele
quando o meu olhar se adapta às coisas
e à grave simplicidade das multidões, —
então a terra cresce acima de si mesma.
E parece que abarca todo o céu:
a primeira estrela é como a última casa.

(RAINER MARIA RILKE
In O Livro das Imagens, 1902
Trad. Maria João Costa Pereira)