quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Bibliotaxi - Você já conhece?



Caro leitor,
você já conhece o Bibliotáxi? 
Bibliotáxi é um programa de fomento a leitura e educação envolvendo meios de transportes, desenvolvido pelo Instituto de Mobilidade Verde em Parceria com o Catraca Livre. Além da cultura, o programa visa estimular a população para o uso de táxi e o seu compartilhamento como alternativa para o uso intensivo do automóvel privado contribuindo para redução dos congestionamentos da cidade.
Outro objetivo é inserir a cultura do “compartilhamento” na sociedade brasileira, desta forma bairros e comunidades poderiam usufruir de cidades mais inclusivas, saudáveis e sustentáveis.
A Easy Taxi, por exemplo, aplicativo que localiza e chama taxi, divulga a Bibliotaxi. Na iniciativa, os taxistas cadastrados no app possuem um bolsa com vários títulos e os passageiros podem pegar e levar para casa e também podem contribuir, se desejarem, doando um livro. O projeto começou em São Paulo e hoje já está presente em 100 cidades do Brasil e também no Chile, Peru e Colômbia. A rede chamou a atenção de grandes grupos editoriais. Em maio, por exemplo, a Easy Taxi recebeu do Grupo Saraiva, 80 mil livros, e hoje, o projeto contabiliza mais de 100 mil títulos circulando em cerca de 8 mil carros espalhados pelo Brasil.
Fonte disponível em:<http://publishnews.com.br/telas/noticias/Default.aspx>

Novos tempos em que todos ensinam e todos aprendem



Caros leitores,


Saiba como foi a CONTEC, conferência realizada pela Feira do Livro de Frankfurt dentro da programação da Bienal de Minas - Por Ivani Cardoso, do PublishNews.

Os professores recebem muitas críticas por falta de envolvimento, pelo desinteresse em mudar formatos de aulas e pela falta de motivação para buscar os conhecimentos. Durante a CONTEC Brasil Belo Horizonte, realizada nesta terça (18), dentro da programação da Bienal do Livro de Minas Gerais, foi bom ver como os cerca de 250 participantes, a maioria professores, acompanharam as palestras, perguntaram e muitos saíram de lá imbuídos da vontade de seguir o chamado dos palestrantes para repensarem suas aulas. Outro ponto levantado pelos conferencistas foi a importância de compartilhar experiências com os alunos e aproveitar o conhecimento da tecnologia que eles têm. A CONTEC  Belo Horizonte foi organizada pela Feira do Livro de Frankfurt com  o patrocínio das editoras Moderna e Salamandra.

Marifé Boix Garcia, vice-presidente da Feira do Livro de Frankfurt, acredita que é importante motivar professores para os desafios da educação no mundo atual. “O professor continua sendo a chave para a educação de hoje na preparação do aluno para o futuro. A questão da leitura, digital ou impressa, sempre tem espaço em nossas conferências. Além dos pais e avós, o professor é a pessoa que pode incentivar o hábito da leitura e a paixão pelos livros. E não importa que a leitura seja em papel, em um tablet, em um celular ou nas revistas em quadrinhos. O principal é revelar o caminho para que a vontade de ler encontre seu espaço”.

Walcyr Carrasco, escritor, autor premiado no teatro, com mais de 30 livros infantojuvenis e autor de várias novelas de sucesso, provocou risos e muita reflexão em sua fala. Contou como Monteiro Lobato foi importante para sua formação e todo o encanto que sentiu ao descobrir o incrível mundo do Sítio do Picapau Amarelo.  A partir da leitura, ele nunca mais foi o mesmo. Sua mãe ficou tão preocupada com a transformação que resolveu também ler Monteiro Lobato. Então descobriu, disse Carrasco, provocando o riso na plateia, que o filho tinha se transformado em um grande contestador como a boneca Emília, das histórias de Lobato. Para falar do seu tema, Literatura e Educação,  ele relembrou que todas as fábulas trazem uma moral, mas que o mais importante é pensar a leitura como algo que pode ser um crescimento pessoal para o leitor.

Sobre a literatura infantojuvenil adotada nas escolas do Brasil, Carrasco comentou que ela passa pelos crivos da editora, do Governo que faz a compra, repassa pelo crivo dos professores e até dos pais. O escritor disse que estamos vivendo em uma sociedade onde a questão do prazer é muito mal vista, tem uma conotação de pecado até quando se fala no prazer da leitura: “Educar para a literatura é proporcionar àquela pessoa que você está ensinando uma chance de um crescimento, a descoberta de um prazer que vai acompanhá-la a vida toda, seja tecnológica ou do livro de papel, desde que ela possa crescer como ser humano. Como temos essa necessidade de ter um motivo justo para fazer as coisas, procuramos livros que tenham esse motivo justo.”

Para Walcyr, há uma preocupação exagerada atualmente em evitar temas perigosos na literatura e na TV, o que é uma incoerência: “Esses temas perigosos são os que mais atraem as crianças porque eles estão na realidade em que elas vivem. Há um certo autismo entre o que escrevemos, a nossa sala de aula, e o que está lá fora. Na escola, vocês professores ficam preocupados com a mensagem e transformam o livro quase em um trabalho de matemática. Livro não é remédio que você tem que engolir à força, não tem que ser uma coisa amarga e obrigada a engolir, tem que entrar na sua vida e passa a fazer parte dela. A única resposta para isso é compartilhar experiência pessoal e tem que haver democracia na escolha. Se de repente surgir um aluno com outra alternativa que ele escolheu para ler, por que não? Vocês professores devem estar abertos a outras maneiras de os livros chegarem”, sugeriu.

 O designer e educador colombiano Pablo Arrieta questionou com os professores a proibição do uso do celular na sala de aula: “Não se esqueçam que para esses meninos o celular é uma extensão do corpo. Parte do que precisamos fazer é tentar entender essas novidades que parecem esquisitas mas que estão cheias de vantagens. Nós, professores, temos que mudar nossos comportamentos. Um jovem sabe usar todos os aparelhos, mas ele também precisa do mestre. Só que o talento do mestre não pode ser o talento de um ditador, mas sim de um líder para orientar, para ajudar a fazer com que as coisas aconteçam. É uma aliança que precisamos fazer, um jovem e um mestre precisam aprender um com o outro. A tecnologia é um instrumento que permite voar”.

A professora Carla Viana Coscarelli, da Faculdade de Letras da UFMG, em Belo Horizonte, disse que saber navegar é saber ler e que as duas coisas estão ligadas:  Não adianta só saber ler. Fizemos pesquisa colocando jovens para ler no impresso e no digital, e muitas vezes eles não sabem navegar no jornal impresso. Queremos leitores e navegadores, com as duas habilidades desenvolvidas. Hoje há informações demais para consultar, inúmeras fontes, é uma biblioteca digital, tem que ser um curador para ensinar o que realmente é bom. O professor precisa fazer a sua curadoria, mostrar como se integra informações. Muitos alunos leem, recontam, mas na hora que fazemos perguntas eles não percebiam que os dois textos eram contraditórios”.


Games na educação foi o tema do consultor e cofundador da plataforma Kiduca, Jorge Proença. Ele ressaltou que game não deve ser entendido como um joguinho, uma brincadeira para crianças e sim uma ferramenta muito interessante em várias áreas. “Ultimamente o game entrou no aplicativo, no smartphone, é uma tendência com assuntos variados e conectados nos aplicativos no celular. Há muitos benefícios na utilização dos games como maior concentração, alívio do estresse, mais recursos na aprendizagem e ainda a possibilidade de trabalhar valores morais com a troca de experiências. Dizem que quem ensina aprende duas vezes, posso dizer que quem cria games aprende três vezes. Está provado que os games fazem bem para a saúde, para a visão, para a boa forma, para a coordenação, para o equilíbrio”. No entanto, como tudo na vida, também os games apresentam o lado negativo quando usados com exagero, trazendo comprometimentos para a saúde como problemas de postura, sedentarismo, alimentação inadequada, uma vez que alguns participantes até esquecem de se alimentar, ele alertou.
Fonte disponível em: <http://publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=79694> 

Exposição homenageia cem anos de Cortázar - Mostra acontece na Biblioteca Mário de Andrade


Caros leitores,
Cortázar, 100 anos: Raridades & Un Recuerdo é a exposição que a Biblioteca Mário de Andrade (Rua da Consolação, S/N, São Paulo/SP) recebe a partir de 2 de dezembro. Com a mostra, o espaço homenageia os cem anos do romancista e contista argentino Júlio Cortázar. A mostra traz exemplares de edições raras e cinco fotografias de Colette Portal, como a do escritor fumando cachimbo em sua casa de Saignon, no verão de 1971. Trechos selecionados dos livros convidam à leitura e permitem uma melhor fruição da exposição. A mostra também reproduzirá um ambiente ligado à obra de Cortázar, como a poltrona verde em veludo que faz parte do enredo do conto Continuidade dos parques, do livro Final de jogo. A entrada será franca.
Fonte disponível em:<http://publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=79742>

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O leitor criminoso

O leitor criminoso

HENDERSON FÜRST 
 
Para não dizerem que estou viajando demais, a coluna de hoje será mais bem compreendida se me permitirem ilustrá-la com duas cenas:
Na primeira cena, após uma longa aula de Direito Penal, a aluna se aproxima da professora com uma porção de folhas soltas na mão e, sem qualquer traço de constrangimento, pergunta: “professora, gostaria de saber se essa edição do Manual de Direito Penal do Fulano Detal está muito desatualizada. É que foi a mais recente que meu marido encontrou na internet para baixar (sic)!”.
A professora em questão não “só dava aula” como também era editora jurídica nas horas diurnas e, coincidentemente, a responsável pela obra em questão. Apavorada com a naturalidade com que a aluna perguntou aquilo, minha colega editora pediu a atenção da sala para explicar que “baixar” livros da internet, sem a devida autorização, era uma conduta tipificada como crime no Código Penal, que não podiam fazer tal coisa por ser algo tão grave como um furto etc. Meia hora de lição jurídica (e moral) depois, a aluna, ainda sem noção da gravidade de sua conduta, sem pestanejar acrescentou que o marido já tinha baixado livros de Direito Constitucional, Civil e Processo Civil para ela.
Na segunda cena, um jovem mestrando em direito, dessas raras genialidades, escreve na timeline de sua rede social um manifesto contra a propriedade intelectual, que direito de autor era bobagem, que as editoras tentavam dominar e ditar o conhecimento de nosso tempo e que, portanto, baixar livros era uma atitude reacionária ao “sistema” mais que aceitável e louvável. Como tenho preguiça existencial de debates e polêmicas em redes sociais, ignorei. Alguns meses depois, o mesmo indivíduo (agora mestre) me escreve dizendo que tinha defendido sua dissertação “com louvor” e que gostaria de publicá-la, mas não queria fazê-lo no sistema self publishing. Não entendi nada da coerência em questão, nem perguntei o motivo pelo qual ele estaria entregando o conhecimento produzido a mim, Darth Vader editorial ditador do conhecimento jurídico de nosso tempo.
Agora sim, viajando
As duas cenas acima descrevem bem o modo como vários leitores atualmente ignoram ou não reconhecem a importância do direito autoral. Muito provavelmente nenhum dos protagonistas entraria em uma livraria e sairia correndo com um livro sem pagar por ele, todavia, quando se passa no ambiente virtual, muda-se drasticamente a compreensão do que seria uma conduta socialmente reprovável, inclusive a ponto de se considerar um crime.
O melhor paradigma que encontrei até o momento para explicar tal fenômeno está na obra de Umberto Galimberti, Psiche e Techne – O homem na idade da técnica¹. O autor discorre que a tecnologia, em seu atual estágio de desenvolvimento, passou de mera facilitação da vida cotidiana para espaço de manifestação da psique humana, de modo que, assim como no espaço corpóreo, o espaço virtual também é campo de expressão do ser. Com efeito, uma tecnologia como o martelo pouco expressa da criatividade humana, senão o martelar, enquanto tecnologias como a internet ou o celular possibilitam aos indivíduos manifestarem-se com a mesma plenitude de características que pessoalmente o fariam.
Ocorre que o arcabouço cultural da sociedade não amadureceu suficientemente para lidar com essa alteração, de tal forma que os freios sociais e cuidados habituais de conduta no espaço físico não são transferidos ao espaço virtual. Daí a grande ocorrência de diversos crimes virtuais, que vão da apologia ao nazismo, rede de troca de material pedófilo à violação de dados bancários e direitos autorais.
No que diz respeito a essa última conduta, a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) estima que 800 mil downloads ilegais de livros aconteçam mensalmente no Brasil.
Permitam-me fazer alguns chutes estatísticos: de acordo com o relatório Retratos da leitura no Brasil 3, feito pelo Instituto Pró-livro, temos atualmente 88,4 milhões de indivíduos que se declaram leitores no Brasil. Se considerarmos que o brasileiro que se declara leitor lê, em média, 3,74 livros por ano (de acordo com a mesma pesquisa), numa rápida conta é possível afirmar (com algum grau de incerteza, vez que sou editor e advogado, não estatístico, e assumindo que todas as obras baixadas sejam lidas) que 2,9% das obras lidas no Brasil possuem origem criminosa (e esse percentual seria maior se considerássemos que livros religiosos não são pirateados [a bíblia, ao menos, já está em domínio público há alguns milênios]). É o mesmo que dizer que, de cada 100 livros que saíram de uma livraria, três foram por furtos. Que comércio sobreviveria a esse índice de furtos?
No que diz respeito ao mercado editorial jurídico, é curioso notar que, da lista dos dez livros mais pirateados do primeiro semestre de 2014, dois deles são jurídicos e um é de anatomia do corpo humano para estudantes da área da saúde. Ou seja, daqui a alguns anos teremos um pobre cidadão que furtou duas galinhas sendo acusado por um promotor que provavelmente baixou seus livros de direito processual penal da internet, será defendido por um advogado que possivelmente estudou direito penal por algum livro que encontrou na rede, e ainda será condenado por um juiz que estudou direito constitucional por um famoso manual também baixado de algum site de compartilhamentos de arquivos. Um perfeito circo de hipocrisias.
Talvez se os concursos públicos, na fase de pesquisa social do candidato, fizessem levantamento dos seus rastros digitais e barrasse aqueles indivíduos com histórico de download ilegal de livros (e por que não músicas e filmes?), não teríamos uma real tomada de consciência por parte desse leitor criminoso oculto pela internet?
Por fim, deixando de viajar
A preocupação com a pirataria no mercado editorial é grande, especialmente porque os leitores demonstram significativa perda de sensibilidade para a compreensão de que piratear é crime.
Curioso notar que expressiva parte dessa perda de sensibilidade ocorra entre leitores de obras jurídicas, pois são quem menos poderiam ignorar a condição criminosa da conduta por conhecê-la bem.
O respeito ao autor pelo tempo dedicado à sua formação e à escrita do conteúdo consumido, bem como a todos os profissionais envolvidos na produção e comercialização do livro, perde-se a cada novo clique para baixar um livro. Fosse esse respeito uma reserva mensurável, seria perfeitamente comparável à estiagem que toma a Cantareira por essas bandas.
Espero que a situação não siga assim, tanto pelo bem do mundo bibliófilo quanto pela sensibilidade ético-jurídica dos futuros profissionais jurídicos. É angustiante a expectativa de ser acusado, defendido ou julgado por indivíduos que, diante de suas telas luminosas, são criminosos, ou ainda de viver numa sociedade cuja ciência jurídica é fomentada, ensinada e aprendida por cidadãos que não se enrubescem ao desrespeitar direito alheio.
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[1] Galimberti, Umberto. Psiche e techne. L’uomo nell’età della tecnica. 4. ed. Roma: Feltrinelli, 2000. Em português, há uma excelente tradução publicada pela Editora Paulus em 2006.

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HENDERSON FÜRST - Nas horas ocupadas, é Editor Jurídico da Editora Saraiva; nas horas livres, flautista, escritor e mestre cervejeiro. Bacharel em Direito pela UNESP e mestre em Bioética pelo CUSC, com pesquisas no Kennedy Institute of Ethics, Georgetown University. É pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Bioética e Biodireito da USP e do Grupo de Estudos Processuais Avançados da UNESP. Advogado. Iniciou a carreira no mercado editorial como analista editorial jurídico na Thomson Reuters/Revista dos Tribunais, onde se tornou Editor Jurídico. Atua nas linhas editoriais de obras universitárias, profissionais e acadêmicas, bem como projetos especiais, educação a distância e periódicos científicos.

A coluna SALSICHAS, LIVROS E DIREITO analisa o mercado jurídico-editorial, suas tendências, notícias, peculiaridades, bem como a cultura artística e etílica que envolve o segmento. Voltada a bibliófilos jurídicos, profissionais do mercado editorial (jurídico ou não), autores, leitores e curiosos de plantão, será publicada quinzenalmente para que o leitor não se enjoe do colunista e tampouco se esqueça dele. Comentários, críticas e sugestões podem ser enviados para seu e-mail hendersonfurst@gmail.com ou viaFacebook. A opinião do colunista não representa a de qualquer instituição científica ou profissional a qual seja vinculado.


Fonte disponível em: <http://www.publishnews.com.br/telas/colunas/detalhes.aspx?id=79436>

Casa das Rosas comemora 10 anos com saraus e shows

Caros leitores,



A Casa das Rosas já organiza sua festa de 10 anos, que será nos dias 13 e 14/12. No sábado, às 18h, haverá um Saraokê e depois um show da banda Os Mulheres Negras. No domingo, a programação começa às 16h, com espetáculo de flamenco e, às 17h, Adriana Calcanhotto e Cid Campos fazem show com participação de Augusto de Campos. Desde outubro, a instituição faz uma espécie de melhores momentos. Na quarta, às 12h30, Reynaldo Damazio dá breve aula sobre Waly Salomão – trata-se do Poesia Aperitivo, sucesso entre 2008 e 2009. Entre as novidades, a performance Listening to the Sheep Sleeping, nas madrugadas de sexta (de 7 a 28/11). O visitante deita ao lado de um
homem vestido de carneiro (Alexandre D’Angeli) e ouve histórias escritas por Caco Galhardo.

Fonte disponível em:<http://blogs.estadao.com.br/babel/casa-das-rosas-comemora-10-anos-com-saraus-e-shows/>